Eu, em determinado momento de minha vida, cheguei a entrar para um seminário. Isso.. …..hummm. aquele lugar aonde nós fazemos vestibular para ser padre. Eu estava meio desgostoso com a minha situação, e precisava de um trabalho. Fácil, se possível. Dai ter entrado para o seminário. Era um bom emprego, tipo emprego publico. Ganhava mal, mas tinha estabilidade. E a possibilidade de uma carreira no exterior, com muita sorte, é claro, e puxando muitos sacos. Não esquecendo da possibilidade de uma vida mais ou menos contemplativa, algo como um fiscal da natureza. Talvez fosse melhor falar em fiscal de almas. Entretanto, ávida em um bom seminário, ou mesmo um convento, tem lá seus problemas, suas limitações.
O maior problema da vida no seminário, era a total abstinência sexual exigida. Coisa que ia contra a minha natureza. Mesmo assim, eu estava disposto a me manter no seminário e não a cumprir esta regra, mas a burlá-la sempre que possível. Não saberia viver sem as mulheres, e não existem conventos mistos, ao menos até onde eu saiba. É como certos empregos, aonde você não pode ter relação amorosa com funcionarias da empresa. Algumas empresas proíbem isso. Do meu ponto de vista, era a mesma coisa.
Como eu estava a fim de um trabalho no seminário, eu fui escalado para trabalhar em uma loja da igreja, aonde se vendiam santinhos. Bacana isso, né? Vocês me imaginam vendendo santinhos em uma loja de igreja. Mas era o que existia como possibilidade, e eu aceitei de bom grado. O salário era dos piores, mas eu estava acompanhado de uma noviça, que era a chefe do pedaço. A princesa tinha apenas dezoito aninhos. Uma pintura a menina, gostosa melhor dizendo Toda embalada naquelas roupas de freira, lencinho na cabeça e saia até o tornozelo. Logo, logo fiquei excitado com a menina. Ela povoava meus mais eróticos sonhos todas as noites. Eu não iria resistir. Estava disposto a te-la a qualquer preço, mesmo que isto custasse meu emprego. A noviça era realmente muito gostosa. Não dava para não se encantar com ela. Some-se a isso o fato dela estar sempre com aquela carinha de quero dar mas estou com medo, mas se você pedir eu cometo um pecado e dou para você. Essa era a cara da princesa, o que excitava mais e mais.
E assim fiz. Aproximei-me dela e disse-lhe no ouvido que eu a queria,.. toda,… frente e verso. Disse-lhe ainda que eu seria para ela um amante mau, que a faria conhecer o calor do inferno, que faria seu corpo arder em brasa de tanto desejo, assim como o meu corpo a desejava. Não preciso dizer que a menina quase desmaiou de tão excitada que ficou. No inicio ela resistiu Se agarrava ao crucifixo que trazia no pescoço, até o dia que eu o arranquei e joguei longe. Neste dia, ela, liberta, cede a meus desejos e satisfaz aos dela, em meu quartinho do seminário, que era menor que um quarto de empregada, só cabendo mesmo a cama e um ventilador, de teto!!!. Nos amamos um dia inteiro. Lógico que eu ainda tinha dezenove anos. Ardemos de paixão um pelo outro, sendo que até mesmo trocamos uns tapas eróticos, é claro. Não nos poupávamos, a nossa juventude pedia que nos excedêssemos, e o fazíamos. Ela gritava e suava, o quarto era muito quente, mas não tínhamos como resistir um ao outro. Fazíamos de tudo, e aquele quartinho mais parecia um adendo das masmorras do inferno, do ponto de vista sexual.
Trabalhávamos em alegria mutua, cheios de tesão, sendo que eu tinha sempre que trabalhar com a mão no bolso esquerdo da calça para disfarçar a minha já afamada alegria por ela. Naquela época não havia celular, que ajuda demais nestas horas. É só colocá-lo no bolso. Trabalhávamos arduamente naquela lojinha calorenta, e de noite nos amávamos em meu quarto, que era mais quente ainda. Durante o expediente, eu não resistia àquele rosto e ao corpo da noviça, e acariciava, de forma gentil, aquela bundinha. Ela, por sua vez, já não usava calcinha, para que eu pudesse tocá-la melhor ao longo do dia. Minha mão corria de sua bunda para entre as pernas, tocando com vigor seu sexo, já molhado aquela altura dos acontecimentos. Sempre que podíamos nos beijávamos no expediente, e eu tocava seu seios, apertava-os até que ela gemesse de dor. Ela quase gritava, e eu me excitava cada vez mais por ela.
A idéia de continuarmos a nossa relação proibida era mais um motivo de excitação. Planejávamos essa vida dupla pelo resto de nossas vidas. Disfarçávamos bem, e a sensação de duplicidade era uma das coisas que nos atraia. Não agüentávamos estar separados durante a noite. Sempre nos encontrávamos no meu quarto, mínimo, sempre é bom dizer.
Eu estava satisfeito demais. Tinha um emprego estável, amor no trabalho, e tudo mais. Estudava bastante, e ainda aprenderia, como todo padre, a ser um manipulador. Quem sabe um político no futuro. Carreira era aquilo. E sexo à farta, com uma ex virgem, por mim devidamente deflorada nas alcovas do seminário. Era tudo que eu queria.
Só que um belo dia ela me contou que seria transferida para outra lojinha em Aparecida do Norte. Eu imaginei logo que uma freira velha daquelas que supervisionavam o movimento financeiro da lojinha de santos, podia ter descoberto nossa relação, e a partir daí ter transferido meu grande amor. Afinal, aquelas senhoras supostamente beatas, também tinham suas relações com padres, e em muitos casos entre elas mesmo. Aquilo era uma ótima cobertura. Eu não era o único.
Sabendo ou não os motivos da transferência, o fato é que ela iria mesmo, e não havia como eu impedir a transferência. Senti o golpe, e sabia que perderia um grande amor, perderia aqueles momentos de sexo puro e selvagem ao mesmo tempo, além da sensação de transgressão ao proibido. Eu estava inconsolável. O que era para ser uma vida de conhecimento espiritual, tinha se transformado em um inferno de saudade e dor.
E assim, ela foi para São Paulo, e eu para o cacete. Fiquei na mão, sem minha noviça, e meu ardente amor. Fiquei por demais desgostoso, a ponto de abandonar o seminário, e seguir uma carreira como engenheiro civil, que não tem nada a ver, nem com amor, e menos ainda com a vida contemplativa que eu queria ter junto de minha ex freirinha. Saudade dela até hoje!!!!!!! Já deve estar uma senhorinha.