O tempo é cruel com todo mundo, disso ninguém duvida, é cientifico, claro, como tudo aqui neste blog encantador. Porém, o tempo é mais cruel com elas, as meninas. Isso é complicado, elas não gostam que se fale neste tema tão amoroso, mas é verdade, o tempo acaba com as meninas. Tá certo, elas vão dizer que acaba conosco também, mas todo mundo sabe que os efeitos são menores nos homens. Além do que, nós não ligamos a mínima para isso, e elas também não, quando o tempo nos abate. Quando é com elas, a coisa toma ares de Deus nos acuda.
As mulheres quando vão chegando à casa dos 35, a coisa toda começa a desandar. Por aí já não há mais academia que segure o peso das carnes sobressalentes. Começam a ficar mais redondinhas, os peitos caem, ainda mais quando são grandes como elas gostam. Começam a iluminar os pés, farol baixíssimo. O cabelo resseca, não há mais creme que ajude, já ficam meio armadões, não tem mais salão que consiga debelar aquela ventania imaginária. Os olhos, bom… os olhos começam a ficar com aqueles pés de galinha, que não tem solução mais, nem com plástica de fios de ouro. A mulher se abate com tudo isso, claro, sei que é chato. Isso para não falar da pele, que a maioria não cuida, ficando horas, toda semana, debaixo do sol. A conseqüência é que a pele começa a ficar, cedo, igual ao couro de um jacaré, bem cascuda.
Mas não tem jeito, o tempo acaba com as meninas. Vão ficando meio caidinhas, tomando aqueles ares de mãe, apenas mãe, esquecendo de fazer uma forcinha para continuarem a serem mulheres, evitando que nós saiamos na caça de algumas mais novinhas, sem estas questões todas. É chato isso, mas é assim que acontece. Sei que vou escutar todo tipo de desaforo e criticas, por estar escrevendo sobre esta palpitante matéria, que elas não gostam, mas eu sou muito franco, vocês sabem, meu blog é cientifico e cultural.
Mais adiante, já lá pelos quarentinha, a coisa piora bastante. Não há medico que resolva aquela questão das varizes, a já afamada minhoca na perna, e as mulheres começam a ficar idênticas às mães, que barbaridade, iguais àquelas senhorinhas que nós tanto adoramos, as nossas sogras. Bacana isso! E não desgrudam mais, fazendo algo como um espelhamento das filhas com as mães. Uma barbaridade isso, mas é o que acontece. Bom.. lá pelos 45, é o fim da linha, a bunda, antes tão bonita e roliça, tão desejada e valorizada, fica entregue às baratas. Começa aquele processo de transformação, aonde começam a murchar, e ficam com o formato de um triangulo invertido, o tão querido e amado triangulo nabla. É o terror das mulheres isso. Não tem exercício que ajeite esta situação, eu lamento. Não adianta ir para a academia, que não tem solução. Nem uma boa reposição hormonal resolve, acabou mesmo, é se conformar com a dita. Não resolve colocar estas calças coladas de malha, que acaba aparecendo mais. Recomendo algo bem mais largo para poder esconder a bunda, antes tão cobiçada. É chato falar sobre isso, mas é preciso, até mesmo como um alerta educativo, e preventivo, claro.
Bom… logo, logo, se é que já não aconteceu, começam a aparecer aqueles joanetes, que tanta repulsa me causam, devidamente adicionados pelos calos nas falanges dos dedos do pé. As mãos ressecam, junto com a pele do corpo todo, e quando você sente saudade e vai fazer um carinho na outrora amada, mais parece que você está numa loja de tintas, escolhendo a lixa que vai passar na parede. Chato isso, ma sé preciso alertar as meninas sobres estas questões. Parece que elas esquecem.
Lá pelos cinquentinha, elas acham que vão arrumar um garotão, desinteressado, claro, cheio de amor por elas (como isso é possível?), e que este vai fazer elas reviverem a juventude perdida, que jamais voltará, mas que elas acham que volta. Difícil acontecer, ainda mais com um garotão, duro de grana e do resto também, mas que só quer tirar proveito delas.
O sinal do final dos tempos vem quando elas vão colocar adoçante no café, e ao invés de colocar algumas gotas, sejam lá quantas forem, passam a dar esguichos na xícara. É o final. Sem retorno!